Bloqueio Criativo Crônico

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Depois de alguns meses longe da “tecnologia” estou voltando agora, apesar do meu “bloqueio criativo crônico”, faz duas semanas que tento e não consigo escrever nada (tudo bem… nunca fui criativo, por isso o “crônico”). Chego a conclusão que estou desiludido, meus ideais se foram com o vento dos ultimos meses, “meus heróis morreram de overdose e o meus inimigos estão no poder”.

Para não ficar parafraseando Cazuza, vou escrever sobre algo que me irrita um pouco, a reação das pessoas quando digo a palavra Anarquia ou Anarquista. Se falo as pessoas que sou capitalista, socialista, comunista, marxista, doutrinista, militarista, monarquista, terrorista ou qualquer outro ista, as pessoas podem concordar, discordar, ou não fazer idéia do que está falando mas, quando falo que sou anarquista sempre ouço algum comentário como se fosse algo de outro mundo, como se eu fosse uma espécie de Anti-Cristo (tudo bem… não se fala sobre isso numa conversa qualquer, mas quando surge o assunto e alguém questiona meus metodos ou comentários não tenho porque mentir ou omitir). Eu não sou um mal encarnado, só não concordo como a posição sociopoliticoeconomica (será que inventei uma palavra?) do nosso país e acredito que o anarquismo, em uma situação ideal, é muito mais eficaz que a “democrática” política socioeconômica em que vivemos, isso é muito dificil de entender?

É difícil de entender que não concordo com a democracia que obriga o ignorante político a votar? Onde acaba escolhendo um Tiririca da vida por uma cesta básica, quem sabe quais foram os outros deputados que ninguém escolheu mas o tiririca elegeu com os votos que sobraram? Quem sabe quantas pessoas venderam seus votos por uma cesta básica ou alguma outra coisa inútil? (inútil comparado com o valor agregado ao poder de um voto).

Enfim, se você não concorda podemos (ou não) discutir sobre o assunto (não vamos chegar a nenhum veredicto), se você não sabe do que se trata, eu posso tentar te explicar mas, por favor, não me trate como um louco (pelo menos não por isso) ou ignorante, isso me deixa extremamente irritado (não pelo ato em si, mas pela ignorancia cega dessas ovelhas)

Toulouse, Sarkosy e Mandela

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Bom… Sei que muitos viram ou ouviram sobre o assunto “O Atirador de Toulouse” (clique aqui), li sobre o assunto e, até aí, estava tudo bem, fizeram o que tinham que fazer, fim de assunto ou, pelo menos, foi o que achei. Hoje li uma noticia (clique aqui) sobre o presidente da França, Nicolas Sarkozy, onde, para combater o terrorismo quer, dentre outras coisas, punir quer visitar páginas na internet que fazem apologia ao terrorismo.

Eu poderia escrever neste nanoblog sobre o que isso pode impactar na nossa atual realidade, na liberdade de expressão ou até mesmo sobre o quanto é necessário conhecer o outro lado para saber como se proteger, mas eu tenho que dar um outro foco.

Um grande lider, diante de uma situação dificil, mostra sua face, suas fraquesas, é o momento em que não pode se conter. Sarkosy é o presidente de um pais com um grande histórico, berço de grandes movimentos mundiais e tem uma cultura muito rica e, neste momento, mostrou que é apenas um homem acuado agindo por instinto. Oprimir desta forma nos tempos de hoje nos mostra que mesmo com todo o avanço tecnológico, social, global não muda o que realmente somos, animais com a capacidade de raciocinar.

Por outro lado vejo Nelson Mandela que mesmo de origem humilde, de um país pobre, preso por anos injustamente, a vinte anos atrás, diante de uma situação difícil, mostrou toda a sabedoria que muitos não sabiam que ele tinha (e ainda tem) e com maestria fez um grande discurso (clique aqui) acalmou seu povo e os guiou a um caminho mais sublime, mais humano, lhes mostrou que devemos deixar o instinto de lado e agir com a razão diante de situações difíceis.

“Ôôôô seu Sarkosy”, tá na hora de pensar antes de falar, as pessoas não precisam de pânico, precisam de segurança e de um lider que seja mais do que forte, que seja grande.

Nos dias de hoje, força é para os fracos (você entendeu), sabedoria é para os grandes!

“Quem não sabe fazer, critica!” (esse é meu trabalho)

Um grande discurso

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Esta noite me dirijo a todos os sul-africanos, negros e brancos, com palavras vindas do fundo do meu coração.

Um homem branco, cheio de preconceito e ódio, veio para nosso país e cometeu um ato tão vil que nossa nação inteira agora oscilaà beira do abismo.

Uma mulher branca, de origem africânder, arricou a vida de modo que pudéssemos conhecer e levar à justiça este assassino.

O assassinato a sangue friu de Chris Hani enviou ondas de choque que repercutiram em nosso país e no mundo. Nosso luto e nossa raiva estão nos dilacerando.

O que aconteceu é uma tragédia nacional que afetou milhões de pessoas, independente de filiações políticas e de diferenças de cor.

Nosso luto compartilhado e nossa ira justificada encontrarão expressão em celerações por toda a nação que coincidirão com a cerimônia fúnebre…

Esta é a hora de todos os suláfricanos se erguerem juntos contra aqueles que, de qualquer parte, desejam destruir aquilo por que Chris Hani deu a vida – a nossa liberdade.

Este é o momento de nossos compatriotas brancos, de quem as mensagens de condolências continuam a jorrar, nos estenderem a mão com a compreenção da perda tremenda sofrida por nossa nação, e se juntarem a nós nos serviços comemorativos e fúnebres.

Este é o momento de a política agir com sensibilidade e moderação, para se mostrarem, homens e mulheres, verdadeiros policiais da comunidade que servem à população como um todo. Não pode haver mais perda de vidas neste trágico momento.

Este é um momento divisor de águas para todos nós.

Nossas decisões e ações determinarão se usaremos nosso sofrimento, nosso luto e nossa revolta para avançar rumo ao que a única solução duradoura para o país – um governo eleito do povo, pelo povo e para o povo.

Não devemos permitir que os homens que cultuam a guerra, que anseiam por sangue, precipitem ações que venham a transformar nosso país em mais uma Angola.

Chris Hani era um soldado. Ele acreditava na férrea disciplina. Cumpria instruções à letra. Ele praticava o que dizia.

Qualquer falta de disciplina será o mesmo que pisotear nos valores que Chris Hani defendia. Aqueles que cometerem tais atos estarão servindo apenas aos interesses dos assassinos, e profanarão sua memória.

Quando nós, como um povo, agirmos juntos da maneira decidida, com disciplina e determinação, nada poderá nos deter.

Vamos homenagear este soldado da paz de maneira condizente. Vamos nos dedicar com mais empenho a instaurar a democracia pela qual ele lutou toda sua vida; uma democracia que trará mudanças reais e tangíveis à vida das classes trabalhadoras, dos pobres, dos desempregados, dos sem terra.

DE UM DISCURSO À NAÇÃO TRANSMITIDO PEA TV APÓS O ASSASSINATO DE CHRIS HANI POR JANUZ WALUSZ EM 10 DE ABRIL DE 1993 (LIVRO NELSON MANDELA – CONVERSAS QUE TIVE COMIGO / EDITORA ROCCO)

O crime de ser pobre

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O crime de ser pobre

*Por Fouad Abbas

Maria, como tantas Marias e Josés, nasceu numa família humilde e trabalhadora da zona rural de São José.

Ainda criança trocou as bonecas e brincadeiras da infância pela enxada e pela lida da casa para ajudar a família.

Quando ainda era mocinha, viu a tecnologia chegar ao campo prometendo milhões de vantagens e facilidades, mas o que ela não sabia, era que tanta tecnologia, dispensou da lida o trabalho dela e de toda a família que se viram obrigados a vir pra cidade.

Leia mais… 809 mais palavras

E se o mundo acabasse em 2012?

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Fico me perguntando “e se o mundo realmente acabasse esse ano?” não que eu acredite nisso, mas fico considerando a hipótese. Fazemos o que fazemos todos os dias como se fossemos viver para sempre, poucas vezes nos damos conta da nossa própria mortalidade, geralmente diante de uma situação perigosa, algumas pessoas ficam tão atormentadas que decidem mudar seu próprio caminho, outros ficam perplexos por algum tempo depois voltam a sua rotina.

Mas vamos lá pessoal, pensem no assunto, suponham que os Maias estavam certos o mundo vai acabar em dezembro desse ano, imaginem uma erupção solar, intervenção divina, o que vier á sua mente. Imaginou? Agora você a poucos segundos do seu fim e do fim de toda a vida, pelo menos toda vida humana, na Terra, pergunto:

Sua vida valeu a pena?

Como você se sente com relação às outras pessoas a sua volta?

O que você mudaria se tivesse chance?

Quais sonhos você gostaria de ter ressuscitado?

Gostaria de ter um tempo a mais para quê?

Para quem você pediria perdão se tivesse mais alguns minutos?

Adiantou dar aquele “jeitinho brasileiro” e machucar, enganar, decepcionar aquelas pessoas que não mereciam?

O que você faria de diferente na sua vida?

Essa é para quem acredita – Deus te receberá de braços abertos ou dirá que não o conhece?

Agora imaginem que você pôde ver o futuro por alguns instantes e agora esta é sua segunda chance, qual será seu primeiro passo? O que você vai tentar concertar? Lembre que talvez você tenha mais 10 meses para concertar sua vida (segundo os Maias), você pode não acreditar nisso e ainda ter vários anos de vida pela frente, mas o inverso pode ser real também e você ter apenas alguns dias, talvez horas de vida.

O que fazer para mudar o rumo? É simples, a resposta é dar valor nas pequenas coisas, lembrar de quem é importante para você, pedir perdão (só se for de coração) para quem você magoou, contemplar as maravilhas da Terra que ainda não foram destruídas por nós, e assim, no final, de todas as perguntas só uma você vai precisar responder é a que deixo para fechar este artigo.

Valeu a pena?

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